segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Solidão acompanhada

É estar no meio de um grupo e sentir-me mais sozinha que nunca e recordar com saudade a vida que, em tempos, vivi. É saber que nunca mais nada será o mesmo. É sentir uma tristeza que trespassa, um desânimo esmagador, um aperto no peito que nada nem ninguém pode curar. São feridas que permanecem, que estão tatuadas na pele. É uma tentativa desesperada de fugir àquilo que se é, de pertencer por um momento a algum lado, a alguém, mas tudo não passa de um ato inútil, de um simples momento de solidão acompanhada.

1 comentário:

  1. Podemos estar em grupo e afastar-nos de todos, embrenharmo-nos em nós e nas memórias, comprar este grupo com outros que tivemos em tempos e saborear as memórias e sorrisos fáceis desse tempo.
    Ou arriscar a sair do casulo, do cantinho quente das memórias e tentar entrar no mundo (de portas abertas) que está à nossa frente quando conhecemos pessoas novas.
    Podem não ser maravilhosas, as outras poderiam ser mais parecidas conosco, mas nunca sabemos até onde nos pode levar cada pessoa que conhecemos.

    ResponderEliminar