quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Miscelânea

Sinto-me tão mal com a minha imagem. Só queria voltar a ser aquilo que já fui e por outro lado não pareço conseguir disciplinar-me o suficiente para perder peso. Só queria levar uma vida normal mas neste momento a minha vida é tudo menos normal. Vivo com a minha mãe e a minha irmã depois de ter saído de casa há cerca de oito anos e ser perfeitamente independente, tomo imensa medicação e faço psicoterapia com bastante frequência e estou a adaptar-me a um trabalho do qual estive ausente durante mais de dois anos. Entretanto estou separada mas não divorciada, quero ficar boa mas nem sempre consigo cumprir as regras que me são impostas, quero voltar a estudar, sair mais, viajar mais, mudar de país mas não quero perder-me no processo e retroceder ao estado em que já estive anteriormente. Nada disto tem qualquer interesse para quem quer que esteja a ler este blog mas é esta a realidade da minha vida atual. Preciso de linhas orientadoras para o meu futuro e sobretudo preciso de me conformar à minha nova forma de existência, um pouco paradoxal, difícil mas ainda assim aquela  com que posso contar de momento. E é preciso dizer que pelo menos já consigo retirar algum prazer das atividades quotidianas como por exemplo do trabalho e que, nesse campo, a ansiedade tem vindo a diminuir. A minha estratégia nessa área tem sido a da experimentação e da habituação gradual. Vou tentando realizar as tarefas que me são dadas da melhor forma possível e tentando não me comparar com outros colegas. E depois vou ajustando as minhas expetativas às minhas capacidades reais neste momento. Aprendi que não posso fingir que não estive ausente todo este tempo e que a minha carreira não congelou, porque a verdade é que estagnei. Mas de momento estou no ativo e pronta a ter novas responsabilidades e se possível embarcar, com a maior brevidade, em novos projetos que envolvam um maior contacto com o exterior. E é neste contexto que vivo os meus dias, activamente à espera, à procura de novos desafios mas ainda com um pé no passado e nos receios costumeiros.

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