segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Sobre o amor

O amor atormenta quem eu sou e quem eu queria ser. Impede-me de respirar, de dormir, de viver. Impede-me de ver a vida com outras cores. Este amor é demasiado avassalador, sombrio, impenetrável. Toca o mais íntimo do meu ser, faz parte de quem eu sou. E não se abandona assim uma parte de quem se é. Adormeço à luz ténue deste amor e acordo na esperança renovada da sua vitalidade. Dizem que é preciso matá-lo, calá-lo, abafá-lo. Mas a sua lembrança permanecerá sempre em mim, como uma tatuagem na minha pele morena, como o aroma que me perfuma, como o sabor do mar numa tarde de verão. E as memórias felizes e as tristes todas se conjugam numa fotografia do meu passado e nos ditames da minha identidade.

1 comentário:

  1. Troca o amor pelo outro pelo amor por ti :)
    E seguir em frente não quer dizer esquecer, apenas perceber que ficou lá atrás.

    ResponderEliminar