Gostava tanto de me sentir bem. Bem com o meu corpo, a minha imagem, a minha alma. Mas parece-me tudo tão desnecessariamente difícil. Tento e volto a tentar. Mas apetece-me desistir. Deitar-me a um canto sem mexer, sem esperar, sem desejar. Tento e volto a tentar. Mas a vida não pára e tudo anda depressa demais para mim. Depressa de mais para o meu ritmo ainda tão lento, ainda tão infantil. E é sob as égides deste ritmo e desta vida que eu devo construir uma outra existência. Mas a ansiedade consome-me por dentro e por fora. Não sei mais o que fazer para lidar com ela. Tão poderosa mas aparentemente tão normal para quem como eu está novamente no mundo após um período de ausência prolongada. Já não passeio tanto na escuridão mas a luz ainda não me inunda. O Inverno ocupou a minha vida durante demasiado tempo e aguardo agora a chegada de uma Primavera anunciada. A tristeza ainda reside em mim mas já não abarca todo o meu ser. Consigo olhar pela janela e ver que está sol apesar de ainda não conseguir sentir o seu calor.
Pense no desgelo. O sol começa a brilhar e bem devagarinho, sem muita pressa, o gelo começa a derreter e as ervas a brotar por entre o gelo que ainda ficou e a usar a água derretida para se regar.
ResponderEliminarTambém essas flores ficam cobertas com camadas altissimas de neve e voltam a nascer na primavera :)